Número 438 - Ano 18

São Paulo, quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

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«Pura ou degradada até a última baixeza / Eu quero a estrela da manhã.» (Manuel Bandeira) *

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Poetas de 2018
Poetas de 2019



Amigas e amigos,

Há duas semanas o poesia.​net completou 17 anos em circulação. Trata-se de uma idade bastante avançada para uma publicação digital, nestes tempos de altíssima fugacidade.

Mas, afora o fato de a publicação continuar viva, não há muito o que comemorar. Para o povo brasileiro, este foi um ano de terríveis perdas e danos — danos e perdas cujas consequências ainda não tivemos tempo de avaliar em toda a sua feição destrutiva.

Trata-se, portanto, de um momento avesso à poesia, ao sonho, à arte e à plenitude humana. Talvez por isso, se não há por que soltar fogos e ecoar vivas ao aniversário do boletim, impõe-se a ideia de resistir, de abrir as asas do sonho e, como diz a velha canção, “botar o bloco na rua”. É hora de arte, mão na mão, pé no chão. Hora de poesia.

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Em 2019, foram publicados 22 boletins, número que se tornou padrão nos últimos quatro anos. Desse total, foram 15 individuais e quatro coletivos (edições com dois ou mais poetas). No total, as 22 edições apresentaram poemas de 55 diferentes autores.

Como sempre, os poetas brasileiros formaram a maioria dos nomes citados. Mas a diversidade geográfica não deixou de ser representativa. Na seleção figuraram três poetas portugueses, quatro estadunidenses, um australiano, um espanhol, uma polonesa, um francês, um tcheco e um inglês.

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Neste ano, um destaque foram as edições coletivas, algumas reunindo verdadeiras multidões de escritores. Além de dois boletins com duplas de poetas, houve outros dois com quatro autores, um com seis e dois com 16 autores — número inédito até agora.

No caso desses dois boletins multitudinários, registraram-se duas experiências também praticadas pela primeira vez. A primeira foi o fato de que esses boletins não reuniam poemas, mas trechos iniciais de poemas, considerados aberturas vibrantes, que forçam o leitor a mergulhar no texto inteiro.

O primeiro boletim nesses moldes foi organizado com trechos iniciais de poemas selecionados por mim. Mas então alguns leitores enviaram outras aberturas vistas por elas/eles como igualmente fortes. Daí veio a segunda experiência inédita: um boletim com poemas apontados por leitores.

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Alguns números sobre os leitores. O poesia.​net continua sendo uma publicação disponível em três plataformas: distribuído gratuitamente por e-mail a assinantes; disponível no site Alguma Poesia; e oferecido à leitura de seguidores no Facebook. Atualmente, o site recebe cerca de 1.000 visitantes diários, número que tende a ser maior no período de aulas.

No Facebook, a página do poesia.​net é seguida por 14.700 usuários e, por fim, o boletim segue por e-mail para pouco mais de 3.500 assinantes. É importante destacar que esses números não representam glórias. É difícil conquistar novos interessados em poesia.

Como a comunicação por e-mail parece estar em baixa, o número de leitores que cancelam suas assinaturas ou cujas assinaturas caducam (os e-mails deixam de responder) é hoje maior do que o de novos assinantes que chegam. Portanto, não é estranho constatar que o número de assinantes já andou pela casa dos 5.000.

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Como vocês sabem, todo o acervo do poesia.​net está disponível publicamente no site Alguma Poesia. Ao lado, incluo uma coleção de links para as páginas de cada um dos boletins de 2019.

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CARTÕES POÉTICOS

Além do boletim enviado por e-mail e publicado no site, o poesia.​net mantém no Facebook uma página que recebe novos conteúdos pelo menos uma vez por dia.

Uma publicação exclusiva do poesia.​net no Facebook são os “cartões poéticos” — poemas, ou trechos de poemas, ilustrados. Vejam ao lado alguns exemplos de cartões postados nessa rede social durante o ano de 2019.

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O boletim poesia.​net não circulará até fevereiro. Mas a página do Facebook será atualizada diariamente.

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OUTRAS PALAVRAS

Um lembrete. O site Alguma Poesia tem outras seções, além da coleção dos boletins poesia.​net. Na guia Outras Palavras, por exemplo, você encontra debates sobre temas culturais, notadamente poesia e música popular.

A todos os leitores, muito obrigado por mais este ano de convivência poética.

No mais, um grande abraço e — sem esquecer os ventos contrários, que são muitos, e ferozes — feliz 2020.

Até fevereiro.

Carlos Machado



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poesia.net entra 
em recesso

A todos os leitores do poesia.​net  desejo — apesar de todos os sinais contrários — que o ano novo nos devolva a esperança de construir um Brasil justo e democrático.

O boletim entra em recesso e não circulará em janeiro.  


FELIZ 2020

Retrospectiva 2019

Todos os poetas do ano


 
 


poesia.net -poetas de 2019

Os poetas de 2019. Da esquerda para a direita e de cima para baixo:
Quatro Poetas [Paulo Henriques Britto, Antonio Brasileiro, Sônia Barros, Donizete Galvão], William Carlos Williams, Vera Lúcia de Oliveira, Antonio Brasileiro, Dois Poetas [Iacyr Anderson Freitas, Carlos Drummond de Andrade] •|• Ronaldo Costa Fernandes, Adriane Garcia, Dois Poetas [William Carlos Williams, Adam Ford], 16 Poetas [Augusto dos Anjos, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Federico García Lorca, Alphonsus de Guimaraens, Mario Quintana, Sosígenes Costa, Luís Vaz de Camões, Jorge de Lima, Wislawa Szymborska, Cecília Meireles, Sá de Miranda, José Paulo Paes, Murilo Mendes, Carlos Pena Filho, Roberval Pereyr], Donizete Galvão •|• 16 Poetas [Manuel Bandeira, Alphonsus de Guimaraens, Mário de Andrade, Fernando Pessoa, Olavo Bilac, Antonio Cicero, Vinicius de Moraes, Adélia Prado, Ferreira Gullar, Gonçalves Dias, Cecília Meireles, Edgar Allan Poe, João Cabral de Melo Neto, Manoel de Barros, Konstantinos Kaváfis, Paul Verlaine], Gilberto Nable, Seis Poetas [Cecília Meireles, Langston Hughes, Ieda Estergilda de Abreu, Rainer Maria Rilke, Dylan Thomas, Carla Andrade], Ruy Espinheira Filho, Emily Dickinson •|• Alberto Bresciani, Renata Pallottini, Fernando Pessoa, Quatro Poetas [Manuel Bandeira, Hilda Hilst, Ruy Espinheira Filho, Carlos Drummond de Andrade], Eunice Arruda •|• Murilo Mendes, Cecília Meireles




TODOS OS BOLETINS DE 2019


416. Versos sobre tela — Quatro Poetas

417. Quando o banal fosforesce — William Carlos Williams

418. Estilhaços de vida — Vera Lúcia de Oliveira

419. O poema para, repara, pensa — Antonio Brasileiro

420. Poemas sujos de lama e luto — Dois Poetas

421. Tensa e densa poesia — Ronaldo Costa Fernandes

422. Garrafas ao mar — Adriane Garcia

423. Isto é só pra dizer — William Carlos Williams e Adam Ford

424. A força do início — Dezesseis Poetas

425. Pássaros falhados — Donizete Galvão

426. A força do início [2] — Dezesseis Poetas

427. Astrolábios quebrados — Gilberto Nable

428. Poesia ao sabor dos números — Seis Poetas

429. À luz da biblioteca — Ruy Espinheira Filho

430. De volta a Miss Dickinson — Emily Dickinson

431. Respiração difícil — Alberto Bresciani

432. Irônicos e melancólicos — Renata Pallottini

433. O rei de Roma — Fernando Pessoa (Bernardo Soares)

434. Cara a cara com a morte — Quatro Poetas

435. Sem conforto nem idílio — Eunice Arruda

436. O poeta se diverte — Murilo Mendes

437. Séculos de melancolia — Cecília Meireles



CARTÕES POÉTICOS DO FACEBOOK



Cartão poético - Diego Vinhas
Cartão poético: Diego Vinhas




Cartão poético - Mario Quintana
Cartão poético: Mario Quintana




Cartão poético - João Cabral
Cartão poético: João Cabral de Melo Neto




Cartão poético - Guimarães Rosa
Cartão poético: João Guimarães Rosa




Cartão poético-musical - Chico Buarque
Cartão poético-musical: Chico Buarque




Cartão poético - Fernando Pessoa
Cartão poético: Fernando Pessoa/Alberto Caeiro





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Carlos Machado, 2019



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* Manuel Bandeira (1886-1967), “Estrela da Manhã”, in Estrela da Manhã (1936)