Vieram me chamar para ver o anjo
Antologia poética. Organização e prefácio de Alexandre Bonafim. Cavalo Azul, Franca-SP, 2025
Reunindo poemas de todos os livros
de Carlos Machado — de Pássaro de vidro a Cais da memória —, esta antologia
delineia uma trajetória marcada pelo rigor da linguagem e pela reflexão sobre o tempo, a morte e a memória.
O poeta constrói uma obra de equilíbrio e lucidez, em que o pensamento se inscreve na forma e a emoção se
organiza em medida precisa. Cada poema resulta de um trabalho de contenção e escuta: a palavra se reduz
ao essencial, e o essencial adquire espessura simbólica.
Em Vieram me chamar para ver o anjo, a poesia de Carlos Machado se afirma também como gesto de resistência.
A delicadeza da linguagem convive com a consciência ética do poeta, que enfrenta o racismo estrutural, a desigualdade,
a violência e a exclusão com a mesma sobriedade com que interroga o tempo e a finitude. A poesia, aqui, é forma de
sobrevivência e de lucidez: uma maneira de nomear o que a história silencia, de devolver voz às presenças apagadas.
Lançamento: Vieram me chamar para ver o anjo
A antologia poética Vieram me chamar para ver o anjo foi lançada em:
- Salvador
Data: quarta-feira, 26/11/2025, às 18h
Local: Academia de Letras da Bahia
Av. Joana Angélica, 198
Próx. ao Metrô Campo da Pólvora
Nazaré - Salvador, BA - São Paulo
Data: sexta-feira, 05/12/2025, às 19h
Local: Canto - Centro Cultural
Av. Dr. Arnaldo, 1638
Próx. ao Metrô Sumaré - São Paulo, SP
Sobre a antologia
Organizada e prefaciada por Alexandre Bonafim, a antologia
poética Vieram me chamar para ver o anjo
(Cavalo Azul, 2025) contém poemas de cinco livros de Carlos Machado: Pássaro de vidro
(2006); Tesoura cega (2015); A mulher de Ló (2018); Cicatrizes (2023); e Cais da memória (2024).

Poema “Room in New York”, in Vieram me chamar para ver o anjo (2025)